segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

História do Hotbit - Part-1


                                                          O Hotbit Branco 1.1

Modelo: Hotbit MSX 1
Fabricante: Epcom/Sharp, Brasil
Anos de fabricação: 1985-1988
Nota do Editor: *****
Provavelmente baseado no:  Canon V-20

O Hotbit foi um MSX 1 lançado pela Sharp/Epcom no Brasil no de 1985 a 1988. Tenho tentado procurar mais informações sobre seu projeto na web, porém sem muitas informações. Então aqui vão algumas observações:

O design do Hotbit parece ter sido inspirado levemente no Canon V-20, notoriamente, o formato e tamanho das teclas de setas, a disposição das teclas do teclado e, o formato geral do console. Mas o Hotbit está longe de ser uma mera copia, ele tem um design próprio que até hoje parece moderno.

A construção da placa interna do Hotbit é boa, do ponto de vista de montagem, e conta com bons componentes, não sendo um projeto eletrônico perfeito, ainda acho-a melhor resolvida esteticamente que a do Expert. Muitos Hotbits estão funcionando até hoje depois de 30 anos, e as teclas não perderam o desenho das letras como no caso de algumas versões dos Experts. Porém, as teclas de função e de setas poderiam ser melhores, sua ventilação poderia ser melhor e a fonte poderia ter mais potência para acessórios, como o Expert que era muito melhor nestes quesitos. Há relatos de que a fonte original  do Hotbit esquentava muito quando transformado para versão 2.0 e alguns trocaram a fonte original por uma de PC. De qualquer modo é sempre recomendado usar um estabilizador de computador e não liga-lo direto a rede elétrica.

MSX Hotbit por dentro
                                  Placa mãe, a esquerda e centro, conversor de RF, no meio, e fonte a direita.

As versões do Hotbit foram:

  • 1985 -1.0, Branco e cinza esta nunca vi uma versão comercial, pode ter sido o protótipo apresentado em feiras. Algumas fotos em antigas revistas apresentam a tecla shift esquerda na cor branca.
  • 1985- 1.1, Branco e cinza, sem o logo MSX em relevo a cima das teclas Home, Insert e Del (dificil achar um nos sites de usados).
  • 1985 -1987, 1.1 Branco e cinza, com o logo MSX em relevo a cima das teclas Home, Insert e Del. Tenho um modelo  Branco de 1987 em versão 1.2, pode ter tido a BIOS ou até mesma a placa interna substituída por uma assistência técnica quando as placas de reposição já estavam esgotadas. Mas parece que os últimos brancos saíram de fabricas com ROM 1.2.
  • 1987,1.1 ou 1.2 Branco e cinza, série especial. Há noticias e fotos de um Hotbit branco e cinza com grafismos diferentes no gabinete e logo da EPCOM. 
  • 1987 - 1988, Preto, com o logo MSX em relevo a cima das teclas Home, Insert e Del. e com um adesivo prateado com a indicação de 64kBytes de RAM (este é o tipo de adesivo de coleção, se for retirado o micro perde o valor para colecionadores!). A tampa do slot lateral tem a inscrição slot 2 e a traseira do micro onde tem as conexões tem uma tampa plástica que foi usada para esconder a inscrição RGB que foi cancelada de ultima hora. Esta versão apresenta também um conversor de RF mais eficiente garantindo melhor imagem tanto no sinal de vídeo  quanto na saída para TV (eu pude comprovar isso comparando a imagem dos meus Hotbit brancos. Há uma história de que esta versão poderia ter sido prepara para ser um MSX2 (ver revista jogos 80 #16) porém por decisões empresarias continuou sendo um MSX1.
  • Todas versões do Hotbit, são de boa qualidade, contam com teclado com acentuação em língua portuguesa, 32k bytes de ROM, 64kbytes de RAM e 16kbytes de vídeo, 16 cores na tela, dois conectores para joystick, 2 slots (Sendo um no topo e um lateral, porta de impressora padrão Centronix, saídas de TV (canais 3 ou 4), áudio e vídeo.
  • Principais problemas ao comprar um usado (só tem usado mesmo): teclados com a barra de espaço e setas quebradas ou afundadas, devido a usuários que jogavam muito no teclado, CI-s de memória com defeito fazendo o micro resetar frequentemente, conversor de RF com defeito fazendo as letras ficarem achatadas na tela, chave do slot 1, com mal contato, fazendo o micro desligar, teclado com mal contato ou curto.
  • Quanto a comparações com seu colega de MSX o Expert da Gradiente, não posso comentar muito além do já mencionado acima., pois não o tive (por em quanto), vi somente o de amigos e sei que é uma questão de gosto, mas é tido pela comunidade como muito melhor que o Hotbit. São raros os Hotbits transformados para 2.0 ou 2.0+ devido a falta de espaço no gabinete e as limitações da fonte. Se você procura um MSX 2.0+ fique com os Experts ou importados, mas provavelmente quem vai comprar um, hoje em dia, é porque teve um dos dois na época e vai comprar o seu preferido.
MSX Hotbit HB8000 Preto Sharp
                                                           
Meu Hotbit 1.2 Preto.

Hoje, ainda é possível comprar Hotbits na internet de todas as sérias em bom estado. Eu particularmente recomendo os fabricados a partir de 1986 que tem o logo do MSX no gabinete, pois foi a versão do segundo ano e sua fabricação parecia melhorada. Porém os da seria de 1985 são mais raros de achar para vender e podem até valer mais. Lembre-se de perguntar ao vendedor se ele está completo e com a tampa do slot lateral. Quanto a cor é questão de gosto, com o preto apresentando leve melhora na qualidade do conversor de RF.

Abraços e até a próxima,
O Editor

domingo, 16 de novembro de 2014

A Origem dos Tiles em jogos 2D

Os tiles, ou ladrilhos, são pequenos quadradinhos com caracteres ou desenhos usados para montar as telas dos jogos 2D desde a geração 8 bits. Os tiles são usados até hoje para criar jogos 2D devido sua facilidade de reuso nas telas dos jogos.

OS tiles se originam do fato de no modo texto básico , SCREEN 0 ou texto avançado SCREEN 1, os caracteres (sim, as letras de texto) são desenhados em quadradinhos na memória do computador. Assim, quando se quer desenhar uma letra, o computador pega o desenho correspondente daquela área de memória e o desenha na tela quantas vezes forem necessárias.

Muitos jogos de MSX, como Zanac e outros, usam a SCREEN 1 com os desenho dos tiles definidos na memoria de padrões mais, a facilidade de sprites provida pela SCREEN1. Assim o efeito de movimento da tela é feito como os tiles sendo redesenhados uma linha para baixo para baixo.

Assim ao criar, jogos 2D a dica é desenhar a tela do jogo em um papel quadriculado, reusando o máximo de padrões de tiles repetidos para economizar memória. Lembres-se que na screen 1 podemos usar uma área visível de até 32 x 24 tiles com até 2kbytes para desenhar os tiles na tabela de padrões da VDP (TMS9918).

Infelizmente a VDP do MSX 1 , a TMS9918, não possui scroll de tela por HW, assim, para simular o efeito de movimento da tela temos que redesenhar os caracteres que serão visíveis na área tela por SW. Lembrando que a área de memória da VDP que define a posição dos tiles é de 768 bytes que vai de 6144 a 6911.

Por hoje é só pessoal,
Abraço forte,
O Editor

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Melhor tipo de Fita Cassete para Dados

Olá Pessoal,

Recentemente, depois de muitos anos, descobri que o melhor tipo de fita cassete para dados é a Type I bias normal feita de Óxido Metal.

Não a toa o manual do gravador do Hotbit, da Sharp, o HB-2400 continha uma nota informando para usar somente fitas Type I bias normal e, evitar as de Cromo e ferro extra. Estas últimas, são boas para gravações de áudio, mas não para dados , devidos a melhor gravação em determinadas frequências.

Infelizmente, devido a pouco informação na época se pensava que era melhor usar uma fita de "melhor qualidade" do que a Type I. Um equívoco que custava muitos erros de leitura no MSX, dada a maior dificuldade do micro "escutar" uma onde de áudio não otimizada.

Após a reparação do meu HB-2400 pude constatar que a gravação e leitura de dados foi mais bem sucedida com as fitas Type I bias normal, mesmo as com mais de 20 anos de uso.

Hoje o uso do gravador é mais nostálgico do que eficiente devido a facilidade de usar notebooks e players com carga rápida, vide outro post neste blog. Mas se quiser gravar dados com um gravador cassete, fica a dica de usar a Type I. 

Abraços,
O editor

domingo, 14 de julho de 2013

Carregamento Rápido de Software no MSX via porta Cassete

Complementando o último poste, sobre usar um netbook para carregar programas via porta cassete do MSX, fiz alguns teste com carregamento rápido usando o carregador otla.

Os programas de MSX gravados em cassete usavam as velocidades de 1200 ou 2400 bauds. Essa limitação era devido a qualidade de áudio provida pelas fitas e gravadores cassete. Porém, a porta de leitura cassete do MSX e o Z80 conseguem ler o stream de áudio em velocidades superiores a essas.

Seguem se os passos e parametros que usei com sucesso para carregamento rápido em um Hotbit. Programas que demoravam 5 min agora demoram apenas alguns segundos para carregar:

1) Baixe o Otla 
2) Descompacte o Otla em uma pasta de sua preferencia
3) Execute o programa e selecione MSX na opção header
4) Clique em "add blocks" e escolha um arquivo no formato .cas ou .rom
5) Selecione o valor 4 (11025 bps) na opção sample/bit 
6) Digite o comando BLOAD ou CLOAD correspondente no MSX
7) Clique em Play no Otla.
8) O programa deve carregar com sucesso

Se a placa de som do PC e o cabo cassete do MSX forem de boa qualidade pode-se tentar velocidades mais rápidas no passo 5). Porém a velocidade 11025 bps já e quase 10x mais rápida que os 1200 bps que eram padrão das gravações cassete originais do MSX.

Até a próxima,
O Editor 

domingo, 30 de junho de 2013

Usando um Netbook como gravador cassete

Apesar da nostalgia de usar um gravador cassete para carregar programas no MSX, esta cada vez mais difícil fazer a manutenção dos gravadores sem peças adequadas.

Após levar vários tutorias e várias tentativass consegui usar um netbook para ler programas no MSX. Obiviamente pode ser usar um PC ou notebook. Aqui vão algumas dicas:

1) Arquivo .cas  que pode ter sido salva através de um emulador.
2) Baixe o freeware caslink2
3) Converta seus arquivos .cas para .wav, mono, usando o caslink2 (não use a opção 2400 bauds), por default o programa usa 1200 bauds
4)  Salves seus arquivos .wav em uma pasta do netbook
5) Conecte o plug leitor (preto) do cabo cassete do MSX na entrada de phone de ouvido do netbook
6) Conecte o plug de gravação (vermelho) do cabo cassete na entrada de microfone do netbook
7) Abra o arquivo .wav no netbook usando um media player de sua preferência e coloque o volume do máximo
8) Visto que a saída do netbook é estéreo e o MSX só consegue ler mono, ajuste o balanço de saída do fone totalmente para o canal esquerdo (L). Para isso, use o software de mixer da placa de som do netbook.
9) Pronto agora digite o comando correto de leitura para seu arquivo no MSX, que pode ser CLOAD, BLOAD, ou LOAD.
10) Clique no play do media player para tocar o arquivo .wav.
11) Se tudo der certo o MSX ira achar o programa e prosseguir com o carregamento. Não tive problemas usando a receita acima.

Para Gravar programas do MSX no netbook:

1) Use um programa editor de áudio no netbook , que pode ser o gravador de som do seu OS ou outro.
2) Configure o programa de gravação para mono 44kHz
3) Coloque o programa p/ gravar
4) Use os comandos correspondentes ao seu programa no MSX: CSAVE, BSAVE, SAVE
5) Pode ser necessário usar o programa editor de áudio p/ aumentar o volume do arquivo .wav, pois a saída do MSX é de baixa potência, o que normalmente era amplificado pelos gravadores cassete reais.

O plug remote do gravador cassete não é usado com o netbook, por razões obvias, porem em teoria, poderia ser simulado se o programa gravador de áudio do PC só começasse a gravar quando percebesse áudio na entrada de microfone.

Até a próxima,
O Editor.

 

sábado, 19 de janeiro de 2013

O Fator MSX

O que fazia do MSX um micro tão divertido? O que fazia do MSX um MSX? Qual o conceito? Como seria o MSX nos dias de hoje? Por que usar um MSX ao invés de um Micro moderno ou um das pequenas placas de desenvolvimento modernas?

Vamos rever algumas características do MSX:
  • Projetado para ser expandido e atualizado
  • Linguagem de programação de fácil aprendizado, o BASIC
  • Linguagem de programação Assembly com total controle sobre o hardware
  • Boa capacidade gráfica e sonora para sua época
  • Boa capacidade de jogos para sua época
  • Boa gama de periféricos
  • Aplicações versáteis como: terminal, controlador MIDI, entre outros.
  • Design compacto, fácil de carregar, ou tipo console
  • Dispositivos on-board, Placa de vídeo, placa de som, conexão a periféricos, fonte.
Uma das diversões maiores era no aprendizado da linguagem BASIC, onde a familia podia aprender os conceitos de computação, programar joguinhos simples, gráficos e jogar video game.

Já os mais avançados faziam programas em Assembly, estudavam computação e eletrônica e até hoje, há que faça projetos p/ MSX: interfaces novas para armazenamento, use de joysticks de outros videogames, novas placas de upgrade, entre outros.

Quanto a transportar o conceito MSX aos dias de hoje, há de se pensar o que os notebooks de hoje e as plaquinhas de desenvolvimento não tem, ou podem ter que um projeto MSX teria. Olhando as características acima, talvez poderíamos pensar num console que fosse tanto um vídeo game de ultima geração quanto um micro de fácil programação, que pudesse ser expandido, ser usado para controlar outros dispositivos, ser de fácil uso para recursos educacionais e de pesquisa, ter uma comunidade de desenvolvimento de HW e SW, e de quebra, ter um preço acessível.

Abraços,
O Editor

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Especificações: Tabelão de Modos Gráficos da VDP

Segue um Tabelão dos modos gráficos da VDP do MSX e a compração com a VDP melhorada do sms.



Screen 0
Screen 1
Screen 2
Screen 3
Screen4
TMS9918A
(SMS)
Resolução (pixels)
256 x 192
256 x 192
256 x 192
256 x 192
256 x 192
Numero de Caracteres (Tiles) na tela
40 x 24
(8 x 6)
32 x 24
(8x8)
32 x 24
(8x8)
32 x 24
(8x8)
32 x 24
(8x8)
Cores simultaneas
16
16
16
16
16
Numero de cores an Paleta
16
16
16
16
32
(configuraveis)
Cores por caracter (tile)
2
2 por grupo de 8 carcateres
2 para cada linha em um caracter
2
multicolor
Numero de Sprites simultaneos na Tela
n/a
32
Sincle color
32
Sincle color
32
Sincle color
64
multicolor
Número de sprites em uma mesma linha
n/a
4
4
4
8
Tamanho dos sprites
n/a
8 x 8
16 x 16
8 x 8
16 x 16
8 x 8
16 x 16
8 x 8
8 x 16
Scrolling Vertical e Horizoltal
n/a
n/a
n/a
n/a
Sim
Espelhamento de caracateres
n/a
n/a
n/a
n/a
Sim, vertical e Horizontal
Memoria de Video (VRAM)
16k
16k
16k
16k
16k
Memória para padrões de caracteres (tiles)
2k
(2048 a 4095)
2k
(0 a 2047)
6k
(0 a 6143)
n/a
14k
(448 chars/sprites)
Memória para posição de caracteres (tiles na tela, ou Backdrop Map)
960 bytes
(0 a 959)
768
bytes
(6144 a 6911)

768
bytes
(6144 a 6911)

1,5k
(2048 a 3583)
1792 bytes
Tabela de Cores dos caracteres (tiles)
n/a
32 bytes
(8192 a 8223)
6k
(8192 a 14335)
2k
(0 a 2047)
n/a
Memória para padrões de sprites
n/a
2k
(256s 8 x 8
64x 16x16)
2k
(256s 8 x 8
64x 16x16)
2k
(256s 8 x 8
64x 16x16)
Compartilhada c/ Memoria de padrão de caracteres
Tabela de Atributos de Sprites
n/a
128 bytes
128 bytes
128 bytes
256 bytes

Abraços.
O Editor